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Notícias
Bancos privados expandem oferta de crédito para educação no país 8/2/2010
Itaú e Santander já têm financiamento; Bradesco prepara lançamento. Para o estudante que não conseguiu vaga em universidade pública e não se enquadra nas faixas de renda do Prouni (até três salários mínimos por membro da família), o curso universitário também pode ser um gasto pesado demais para o bolso. Mensalidades de cursos mais caros, como os de medicina, podem passar dos R$ 5 mil – valor inviável para a classe média brasileira. De olho na expansão do ensino superior no Brasil e nas necessidades da nova classe média, bancos privados estão lançando linhas de financiamento para esses cursos, com taxas bastante inferiores às cobradas no empréstimo pessoal – enquanto o juro do crédito direto ao consumidor gira em torno de 5% ao mês (dado do Procon), no financiamento educacional essa taxa cai para cerca de 8% ao ano nos bancos privados. “A grande questão é que tem uma população grande que deveria estar no ensino superior, mas não está por falta de capacidade de pagamento. A renda não é suficiente, então o financiamento entra como forma de reduzir os encargos”, explica Marcos Magalhães do Itaú-Unibanco. Desta forma, as instituições privadas se juntam ao Banco do Brasil e à Caixa, que operam recursos oficiais subsidiados, com juros de 3,5% ao ano. Entretanto, a seleção para o Programa de Financiamento Estudantil (Fies), do Ministério da Educação, leva em conta critérios não-econômicos, como desempenho acadêmico e critérios socioeconômicos. O cadastro para o Fies é feito pelo Ministério da Educação, e começa em março. Primeiros passos No Itaú-Unibanco, o financiamento educacional começou “para valer” no final de 2009, segundo Magalhães, apenas para cursos de graduação das universidades conveniadas – hoje, em torno de 21. Já no Santander, o financiamento para a graduação ainda é um projeto piloto, mas cerca de dez faculdades já estão conveniadas para passar a oferecer o produto. O Bradesco também prepara lançamento similar para o segundo semestre, mas não informa as condições. Cuidados Os especialistas alertam, no entanto, tenha o cuidado de não começar a vida profissional excessivamente endividado. “Qualquer que seja a situação, a prestação não pode comprometer mais de 30% da renda”, alerta o especialista em finanças pessoais João Sundfeld. Condições Em geral, os planos oferecidos pelos bancos financiam até 100% do valor das mensalidades. O dinheiro não passa pela conta do aluno – o pagamento é feito diretamente à faculdade ou universidade. Mas há limites: a renda média dos responsáveis pelo pagamento, somadas, têm que ser de no mínimo duas vezes o valor da mensalidade total. Pós-graduação Para os alunos de pós-graduação, o financiamento no Santander pode ser feito em até 36 meses, também de 100% do valor do curso. Nesse caso, os pagamentos podem começar em até 90 dias do início das aulas. Fonte: Portal G1 Para acessar o site Portal G1, clique aqui. Nossas notícias são retiradas na íntegra dos sites de nossos parceiros. Por esse motivo, não podemos alterar o conteúdo das mesmas até em casos de erros de digitação.
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