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Economia caminha para equilíbrio, diz BC 29/7/2010
Fabio Graner e Fernando Nakagawa, da Agência Estado Na última quarta-feira, 21, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,50 ponto porcentual, para 10,75% ao ano, a terceira alta consecutiva da Selic desde o início do novo aperto monetário, no final de abril deste ano.
Nesse mesmo trecho do documento, o Copom afirma que são "decrescentes os riscos para a consolidação de um cenário inflacionário benigno". A avaliação é de que esses riscos "se circunscrevem ao âmbito interno, por exemplo, os derivados da expansão da demanda doméstica, em contexto de virtual esgotamento de ociosidade na utilização dos fatores de produção". "Em linha com ações de política implementadas no primeiro semestre, desde a última reunião, o recuo nas projeções de inflação consideradas pelo Comitê mostraram melhora no cenário prospectivo", diz o parágrado 20 do documento. Apesar de observar a queda das previsões de inflação, o BC avalia que um movimento de recuo das expectativas ainda precisa ser intensificado. "O Copom considera que esse processo deva ser intensificado e, para tanto, precisam ser revertidos os sinais de persistência do descompasso entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta agregadas", cita o texto. Diante da necessidade de continuar com o processo de recuo das expectativas de inflação, o texto do Copom avalia que "a postura de política monetária deve ser ajustada, haja vista que essa iniciativa contribui para a convergência entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta". Perspectiva para atividade econômica segue favorável, mas ritmo é menos intenso O BC entende que as perspectivas para a expansão da atividade econômica no País continuam positivas, mas em ritmo menos favorável que o observado há alguns meses. Para sustentar a avaliação, os diretores do BC lembram que dados sobre comércio, estoques e produção industrial evidenciam essa percepção. A tese também encontra respaldo com a observação de "sinais de expansão mais moderada da oferta de crédito, em especial para pessoas físicas". Outro fato lembrado é que a confiança de consumidores e de empresários continua em patamar elevado, "mas com alguma acomodação na margem". Por fim, os diretores do BC também citam a "trajetória recente dos níveis de estoques em alguns setores industriais", que também colaboraria para essa avaliação de acomodação da economia. Apesar dessa percepção de uma redução do ritmo da economia, a autoridade monetária lembra que a atividade continuará a ser favorecida, por outro lado, por "efeitos remanescentes dos estímulos fiscais", "políticas dos bancos oficiais" e "em escala menor do que a esperada anteriormente, pela atividade global que, de resto, apresenta sinais de moderação". Elevou-se probabilidade de desaceleração de economias do G-3 Os diretores do Copom ainda avaliam que aumentou a possibilidade de que a recuperação das economias mais ricas do mundo seja mais lenta que o previsto inicialmente. No trecho 23 da ata, os diretores afirmam que "se elevou a probabilidade de desaceleração do já lento processo de recuperação em que se encontram as economias do G-3 [Estados Unidos, Europa e Japão] ". Diante desse cenário de reação mais lenta no exterior, os membros do Copom afirmam que "a influência do cenário internacional sobre o comportamento da inflação doméstica passou a revelar um viés desinflacionário". "Em suma, desde a última reunião, reduziram-se os riscos à concretização de um cenário inflacionário benigno, no qual a inflação seguiria consistente com a trajetória de metas", reforça o texto. Fonte: O Estado de S. Paulo - Online Nossas notícias são retiradas na íntegra dos sites de nossos parceiros. Por esse motivo, não podemos alterar o conteúdo das mesmas até em casos de erros de digitação.
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