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Com férias mais curtas para alunos, universidades saem da greve e prometem cumprir calendário 14/9/2012
Para especialistas, falta de negociação com o governo enfraqueceu a paralisação Prestes a completar quatro meses, a greve geral dos professores das universidades e institutos tecnológicos federais parece cada vez mais próxima de checar ao fim. Ao todo, 20 universidades e seis institutos já retomaram as atividades. No ápice da paralisação, mais de 70 instituições cancelaram as atividades. Para cumprir o calendário letivo, que por lei deve ter 200 dias de aulas por ano e 16 semanas por semestre, a saída encontrada pela maioria das instituições foi reduzir o tempo das férias e apertar o calendário. Na maior universidade federal do País, a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), as aulas começaram na última segunda-feira (10) e o período de reposição terá cinco semanas. As férias, que normalmente durariam mais de 30 dias, foram reduzidas para um recesso que vai de 22 de dezembro a 7 de janeiro de 2013. O conteúdo previsto para ser ensino no segundo semestre de 2012 e no primeiro de 2013 será dado em seis meses. A normalização das aulas só vai acontecer a partir de agosto de 2013. Para o pesquisador José Carlos Rothen, especialista em avaliação do ensino superior, era previsto que a greve trouxesse esse tipo de consequência. —Não dá para dizer que uma greve não dá prejuízo. O que as universidades estão fazendo é minimizar esses problemas. Com essa alteração no calendário, o aluno tem que maturar o que está aprendendo em um tempo menor. Se todo semestre fosse assim, a formação seria muito prejudicial para o aprendizado. Na UnB (Universidade de Brasília), que ficou 89 dias em greve, atividades voltaram no dia 20 de agosto. O término da reposição do primeiro semestre está previsto para 13 de outubro. Com isso, as aulas foram reduzidas para 48 dias. Nesse período, de acordo com a instituição, deverão ser feitas todas as provas e trabalhos previstos para o primeiro semestre. Assim como na UFRJ, a principal universidade do centro-oeste só terá seu calendário normalizado em agosto de 2013. Na UFMG(Universidade Federal de Minas Gerais), as aulas serão retomadas após 79 dias em greve. O novo cronograma prevê que o semestre interrompido pela greve deve ser concluído até o dia 5 de outubro. O segundo semestre começa no dia 8 do mesmo mês e termina no dia 16 de fevereiro de 2013. Em 4 de março, as aulas do primeiro semestre letivo de 2013 devem ser iniciadas. Segundo o reitor da instituição, Clélio Campolina, a medida não vai prejudicar tanto a previsão de aulas. — Cerca de 90% das unidades estavam praticamente concluindo as atividades quando a greve foi oficializada. Por isso, a orientação é que as demais façam as adaptações necessárias para recomeçar o mais rápido possível. Com relação a data de formatura, Campolina diz que a orientação era que os coordenadores realizassem a formatura de estudantes que tivessem urgência pelo diploma, como quem passou em concursos públicos. Fonte: R7 Notícias Nossas notícias são retiradas na íntegra dos sites de nossos parceiros. Por esse motivo, não podemos alterar o conteúdo das mesmas até em casos de erros de digitação.
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