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Procon-GO alerta sobre alisamentos de cabelos 3/6/2005
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O que parece ser uma solução milagrosa, pode causar sérios danos à saúde. O sonho de muitas mulheres em ter cabelos lisos parece eterno. São várias as promessas de eficácia, mas o método atual, chamado de “escova progressiva”, em especial, tem despertado preocupação dos especialistas de saúde. Trata-se de um alisamento capilar, que na maioria das vezes é utilizado um produto tóxico, denominado de formol (ácido fórmico), proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, por causar danos à saúde do consumidor. Especialistas explicam que no alisamento comum, o fio de cabelo é envolvido por uma cutícula, uma capinha com pequenas escamas, que se abre ao ser aplicado o alisante, ficando a estrutura do fio alterada internamente, o que resulta num cabelo liso por algum tempo. Esse método é considerado seguro quando aplicados produtos registrados na ANVISA e por profissionais comprovadamente aptos. O tratamento correto dura em média duas horas e meia e seu custo varia entre R$150,00 a R$300,00. Tal recomendação não é aplicada no caso da escova progressiva, que atualmente, em muitos casos, utiliza-se clandestinamente o formol. O cabelo fica mais liso e permanece assim por mais tempo do que os métodos até então convencionais. O problema é que o formol, composto líquido, é também usado, em geral, como desinfetante e anti-séptico. Ele é altamente tóxico e por isso os dermatologistas não consideram esse método seguro, pois colocado em contato com o couro cabeludo, há possibilidade de absorção pelo organismo e fixação em qualquer órgão, desencadeando sérios problemas de saúde. E esse risco não é só para o usuário, o formol pode prejudicar inclusive quem o inala na hora da aplicação. Os sintomas são diversos, provocando reações alérgicas, alteração de pressão em pessoas muito sensíveis, desmaios, queimaduras na pele, queda de cabelo, irritação nos olhos e em casos mais sérios, como adverte o Conselho Nacional do Câncer, provoca essa doença a médio e longo prazo.
ALERTA Para evitar danos, o Procon-GO adverte que ao fazer o alisamento capilar, o consumidor deve pedir que lhe seja mostrado o produto a ser aplicado em seu cabelo, devendo esse constar registro na ANVISA/MS, conforme determina a lei nº 6.360/76, pois a maioria dos produtos utilizados são caseiros e ou clandestinos, e utilizam o formol em dosagem e comportamentos indevidos. Outra alternativa vista, recentemente, em reação a este método trata-se do processo que aplica luz azul e em combinação com outros produtos provoca o alisamento. Essa luz não é laser, não fere os olhos e não esquenta. Ela ativa substâncias e faz a transformação dos fios, porém a novidade ainda é rara e com valor proibitivo à maioria da população brasileira. A entidade lembra ainda aos consumidores que, mesmo tendo um forte odor, por tratar-se de substância química, os alisantes comuns tendem a ser mais fracos do que os que contêm formol. E finalmente, caso decida fazer a escova progressiva, recomenda-se ficar atento às orientações acima. Em caso de dúvidas, a pessoa deve se informar a respeito dos produtos químicos nas vigilâncias sanitárias municipais (524-2500), estaduais (0800-6464350) e federal (0800-61 1997). Fonte: Procon-GO Para acessar o site do Procon-GO, clique aqui. Nossas notícias são retiradas na íntegra dos sites de nossos parceiros. Por esse motivo, não podemos alterar o conteúdo das mesmas até em casos de erros de digitação.
Fonte: Procon-GO
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