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Consumir também se aprende na escola
06/03/2014
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Projeto é voltado a professores Foto: ARTE O GLOBO
RIO - O consumo é inevitável. Os excessos, o desperdício, as dívidas, porém, podem ser evitados. Ainda que se tenha de aprender como fazer isso. Este é o conceito que rege projetos e iniciativas de educação financeira e consumo consciente que, depois de atrair interessados em poupar e investir, têm como novo foco professores, estudantes de todas as idades e até empresas. A ideia de instituições como a Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil), o Instituto Akatu , e a Bakuara — Consultoria em Gestão de Resíduos é que eles se tornem multiplicadores em suas famílias e comunidades.
 
Afinal, ensinar a consumir parece uma necessidade cada dia maior diante de uma nova classe média que já representa 54% da população brasileira, nada menos do que 108 milhões de pessoas, que movimentaram R$ 1,17 trilhão, no ano passado, segundo dados do Instituto Data Popular.

Priscila Gonsales, diretora executiva do Instituto Educadigital (IED), entidade sem fins lucrativos que tem como foco promover a integração da cultura digital aos diferentes espaços e ambientes educativos, vêm presenciando o crescimento de projetos relacionados a consumo.

— Em 2001, quando comecei a trabalhar com cultura digital na educação o que havia de projetos relacionados a consumo era mais voltado a reciclagem. Houve um amadurecimento, acho que dos cidadãos e das políticas públicas também que não só fizeram ampliar o número de projetos, como as perspectivas dos temas. E trabalhar em rede, com compartilhamento, como fizemos ao ajudar no desenvolvimento do projeto do Akatu, não só aumenta a motivação para participação, como multiplica ideias, amplia o diálogo e fica mais próximo ao cotidiano dos jovens — ressalta Priscila, membro da Ashoka, organização mundial que reúne empreendedores sociais.

Consciência da compra ao descarte

O projeto desenvolvido em parceria com o Instituto Akatu sobre consumo consciente, o Edukatu, será um dos destaques do lançamento do Design Thinking para Educadores, no dia 20 de março, durante o 8º Congresso GIFE, em São Paulo, o principal encontro sobre investimento social do país. A ferramenta trazida para o Brasil pela organização dirigida por Priscila, propõe o envolvimento de todos que participaram do projeto na sua elaboração:
— É um processo mais demorado, porém mais assertivo, pois passa por várias etapas, da observação à experimentação, até chegarmos à evolução, na certeza que sempre em educação há o que evoluir, modificar, adaptar. E o mais importante: todos os programas nos quais trabalhamos são de licença para uso aberto, como preconiza a Unesco.

A metodologia do Design Thinking se encaixou como uma luva ao Akatu. Organização não governamental, fundada há 13 anos, defende o consumo consciente como instrumento de transformação, por entender que qualquer consumidor pode contribuir para a sustentabilidade da vida no planeta.

Lançado em setembro de 2013, o projeto Edukatu é uma rede de aprendizagem que incentiva a troca de conhecimento e práticas entre professores e alunos do ensino fundamental de escolas públicas e privadas. No site www.edukatu.org.br estão cadastrados 800 colégios dos 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal. Cerca de 1,7 mil professores e estudantes participam dos programas, que incluem jogos e circuitos de aprendizagem, com desafios para os alunos. O Edukatu acaba de fechar parceria com a secretaria de Educação de Salvador que incluirá a ferramenta digital no plano pedagógico das 425 escolas municipais da capital baiana.

— A temática do consumo consciente é trabalhada em todos os âmbitos. É muito mais do que saber o que e onde você vai descartar. Queremos mostrar que a questão do consumo está ligada ao bem-estar da coletividade, à cidadania. Qualquer escola pode se associar — destaca Silvia Sá, gerente de Educação do Instituto Akatu.

Educação financeira, questão de estado

Já a consultoria de gestão de resíduos Bakuara nasceu a partir da observação do engenheiro sanitarista Vinicius Scaramel nas grandes empresas em que trabalhou de que a questão do lixo só passava a ser uma preocupação na hora do descarte. Junto com Mariana Roquette, ele promove cursos e workshops para empresas e cidadãos com a missão de mudar a forma como encaram o lixo:

— Não só as corporações precisam mudar a governança quando se fala de resíduos, como as pessoas precisam repensar a forma de tratá-los. E isso não pode se restringir à reciclagem. Começa na hora da compra. Ao escolher produtos feitos de forma mais sustentável, de boa qualidade e multiuso, já colaboramos para a redução do resíduo. Além disso, há muitas oportunidades de negócio no que chamamos de lixo. O que era brega vira moda. É só pensar na moda vintage e retrô — brinca Scaramel.

A preocupação com a formação de consumidores mais conscientes também está na pauta do governo. Em 2010, um decreto federal instituiu a Estratégia Nacional de Educação Financeira. As iniciativas são desenvolvidas pela Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil). Em maio, a entidade lança um programa destinado a professores e jovens do ensino médio. Após um ano e meio de desenvolvimento, quando foi feito o projeto-piloto em 900 escolas, será apresentado o site com o conteúdo dos três livros elaborados neste período. Planejamento do orçamento doméstico e direitos do consumidor estão entre os temas em pauta.

— Esta plataforma vai democratizar o ensino da educação financeira nas escolas. O site trabalha muito mais com a lógica da prevenção (contra os excessos), a coluna pedagógica foi muito bem estruturada. A regionalização foi outro aspecto desenvolvido durante o projeto-piloto — afirma Silvia Morais, superintendente da associação.


Fonte: O Globo - Online

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